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Madonna

A rainha da música Pop.

Seu nome é Madonna Louise Ciccone. Com suas baladas, músicas pop e fotos lascivas espalhadas por videoclipes, filmes e livros de ilustrações eróticas, além do magnetismo no palco, Madonna conquistou milhões de fãs. Chegou, em 1983, aos primeiros lugares das paradas de sucesso com as músicas Like a Virgin e Holiday (1984). Outras muito conhecidas são Papa, Don't Preach, True Blue e Open Your Heart. Foi protagonista de vários filmes, entre os quais se destacam Procura-se Susan Desesperadamente (1985) e Dick Tracy (1990), no qual fez a trilha sonora. Seu filme Na Cama com Madonna (1991) baseia-se em cenas de erotismo explícito, ao estilo do livro de fotografias Erotica (1992). Na versão cinematográfica do musical de Andrew Lloyd Webber Evita (1996), Madonna interpretou o papel central cantando Don't Cry for me Argentina. Entre as polêmicas geradas por Madonna, destaca-se a da Igreja Católica, que protestou várias vezes contra a libertinagem no uso da Virgem como nome e objeto artísticos.



A rainha das polêmicas ainda não foi destronada. Madonna segue firme e forte tanto com sua carreira musical quanto com suas polêmicas e excentricidades. 2004 para Madonna foi recheado de realizações, problemas e shows lotados.

Ela já iniciou o ano ganhando um prêmio pelo conjunto de sua obra, numa das maiores premiações musicais da França. Deu início a mais uma mega turnê super produzida que rendeu mais US$ 125 milhões em 56 apresentações. Aliás, no primeiro semestre rolaram fortes rumores de que a turnê “The re-Invention Tour” passaria pelo Brasil, o que, infelizmente, não aconteceu.

No quesito “processos”, Madonna se estranhou com a Warner Music. Em março, abriu um processo contra a gravadora, alegando que teve um prejuízo milionário por quebra de contrato entre a gravadora e o seu selo Maverick Records. Um acordo entre as partes foi firmado em junho.

Outra batalha judicial envolvendo a cantora é contra uma lei inglesa que diz que 40 dos 480 hectares da fazenda que Madonna possiu é uma área pública e com livre acesso aos transeuntes. A justiça britânica diz que não pode abrir uma exceção para Madonna simplesmente porque ela é rica ou famosa.

Vamos às polêmicas... Madonna provocou discussões na Irlanda ao confirmar um show num domingo. Os irlandeses mais conservadores disseram que isso é uma ofensa, pois este é um dia santo e a maioria da população é católica.

Mas o caso da Irlanda não foi nada comparado à tentativa de show em Israel. Anunciando um show cheio de apelos eróticos, Madonna recebeu bilhetes ameaçadores. As ameaças dirigiam-se a ela e aos filhos Lourdes e Rocco. As autoridades confirmaram a autenticidade das ameaças e suspeitam de grupos extremistas. As três datas foram canceladas.

Apesar de ter sido muito criticada por suas experiências como atriz, Madonna divulgou que será a protagonista de “Hello Sucker!”, um musical de Martin Scorcese que será transformado em filme. Madonna ainda fará a trilha sonora e a co-produção do longa. O lançamento está previsto para 2005.

Ainda no que diz respeito aos projetos cinematográficos, a cantora e seu marido Guy Ritchie anunciaram a produção de um novo filme, “Revolver”, criado por Ritchie e que trará Madonna no papel de criminosa. O elenco ainda conta com o veterano ator Ray Liotta e ainda não tem previsaõ de lançamento.

O rol de exentricidades da cantora cresceu em 2004. Além de não quer mais se apresentar às sextas-feiras, dia especial na Cabala, da qual ela é seguidora (há pouco tempo, diga-se de passagem), a cantora agora exigiu que ninguém de sua equipe falasse palavrões durante a realização da turnê. Cada vez que alguém fosse pego falando alguma palavra considerada de baixo calão, deveria pagar imediatamente uma multa de 3 libras, aproximadamente R$17,00.

Em setembro, Madonna fez uma peregrinação por Israel para visitar templos sagrados e locais indicados aos seguidores da Cabala. Aproveitou para gravar um comercial incentivando o turismo na região.

Recentemente Madonna demitiu sua empresária Caresse Henry, que trabalhava com ela há cerca de 13 anos. O motivo: a empresaria teria um caso com seu guarda-costas pessoal, Ricky Dallanegra. A empresária também é seguidora da Cabala e Madonna considerou a ligação entre eles como uma traição.

A cantora não esqueceu das crianças em 2004. Além de continuar se dedicando aos livros infantis (dois lançados este ano, “The Adventures Of Abdi” e “Yakov e os Sete Ladrões”) e ter anunciado a criação de uma escola, voltada aos ensinamentos da doutrina judaica, ela participará da coletânea “Mary Had Little Amp”, ao lado de Moby, R.E.M. entre outros. A renda do álbum será revertida para instituições de ensino norte-americanas.

A cantora segue cheia de projetos: disse que construirá seu próprio estúdio ao lado de sua mansão na Inglaterra. A idéia dela é fazer seus próximos álbuns por lá. Madonna também revelou que lancará em breve um DVD dirigido por Jonas Akerlund que retratará sua vida pessoal com imagens registradas nos últimos seis meses.

No final do ano, Madonna fez sessões de fotos para a próxima campanha publicitária da grife italiana Versace, marca que usa em shows e nas capas de seus álbuns, e declarou que estaria negociando uma permissão para desenhar alguns modelitos para a marca.



Biografia de Madonna.

Tudo já foi dito, escrito e revelado sobre Madonna. Os noticiários, os tablóides, as revistas de fofoca, os programas de celebridades na TV esmiuçaram os namoros conturbados, os casamentos, as performances polêmicas, as fantasias sexuais, a chegada dos filhos, Lourdes e Rocco. Ela mesma se encarregou de botar lenha na fogueira com o filme Na Cama com Madonna, de 1991, e o livro Sex, publicado no ano seguinte. Mesmo assim, ainda é possível o lançamento de um livro de 494 páginas sobre a estrela. Madonna - Uma Biografia Íntima (e não-autorizada), que chega ao Brasil nesta semana, é o mais completo e detalhado relato da vida da estrela. Quando foi lançado em inglês, em 2001, passou semanas nas listas de mais vendidos dos Estados Unidos e da Inglaterra. Considerando-se tratar da biografia de uma pessoa viva, com apenas 45 anos de idade, o desempenho do livro é surpreendente. Considerando-se tratar de Madonna, o desempenho do livro era de esperar. O jornalista J. Randy Taraborrelli já escreveu biografias de Diana Ross, Michael Jackson e Frank Sinatra e dedicou dez anos às pesquisas sobre Madonna. Bem ao estilo americano, as páginas estão entupidas de declarações de amigos, parentes, colegas de escola da cantora. O autor, está claro, quis mostrar que ouviu muita gente antes de escrever. Fica óbvio também, pelo tom indulgente do texto, que Taraborrelli é fã da biografada. Mas ele é equilibrado o suficiente para saber que está lidando com a diva da autopromoção. E confirma isso à medida que avança no relato da vida de Madonna Louise Veronica Ciccone. A biografia fala da infância ao lado dos cinco irmãos, em Michigan, da morte da mãe, das rusgas com o pai e de um exibicionismo exacerbado que se manifestou desde cedo - quando a garotinha participava de festas na escola e levantava a saia para mostrar a calcinha aos meninos. Apesar de ser vista pelos colegas como uma jovem ousada e meio estranha, tirava ótimas notas e era querida pelos professores. A carreira começou (devagar) com a mudança para Nova York e entrou nos eixos com o lançamento de Everybody, em 1982. Mas essa história todo mundo já conhece. O lado 'quente' da biografia é outro. Taraborrelli faz as melhores revelações quando escancara as jogadas publicitárias de Madonna, e também suas aventuras sexuais (é claro). No primeiro quesito, há vários momentos divertidos. Uma das histórias inventadas por ela diz respeito à adolescência e à chegada a Nova York, períodos de 'muita pobreza'. Os relatos da cantora davam conta de que ela teve de comer lixo nas primeiras semanas depois da mudança para a cidade grande. Tudo mentira, pois Madonna nunca foi uma criança pobre, e quando chegou a Nova York tinha um bom dinheiro para se virar. Os supostos casos homossexuais (com a comediante Sandra Bernhard, a cubana Ingrid Casares e, mais recentemente, com a atriz Gwyneth Paltrow) são outra lenda cuidadosamente construída pela cantora - que desde cedo percebeu ter muitos fãs na comunidade gay e decidiu cultivar esse público. Na verdade, revela o biógrafo, ela nunca chegou a se relacionar de fato com outras mulheres. No departamento da vida íntima estão as partes mais picantes do livro. Há, por exemplo, um capítulo inteiro dedicado à perda da virgindade (com Russell Long, colega de escola; ela tinha 15 anos e ele 17). Mais adiante fica-se sabendo que, enquanto esteve casada com o ator e diretor Sean Penn, teve casos extraconjugais com o cantor Prince, com o disputado John F. Kennedy Jr. (para desgosto da mãe dele, Jackie Onassis) e ainda no final do casamento engatou o namoro com o ator Warren Beatty. Ao longo da vida, fez quatro abortos voluntários e um natural. Há surpresas até para o outro lado: Taraborrelli garante que ela não teve absolutamente nada com o espanhol Antonio Banderas - antes, durante ou depois das filmagens de Evita. Madonna, quem diria, sabe ser comportada.