Se precisássemos definir Taís em algumas palavras seria fácil. Poderíamos começar com emoção. Ela chora e ri com imensa facilidade. Adora e detesta com firmeza e faz questão de frisar que só não encontra espaço para uma coisa: o ódio. Isso tudo talvez seja por causa do signo. Ela é sagitário, com ascendente em câncer. Sente-se segura agora, e desaba no choro daqui a dez minutos. Como ela equilibra e extravasa essa emotividade? Com outra palavra, diversão.
Taís gosta de música de todos os tipos e a-do-ra pagode. Ultimamente, até já consegue curtir um techno. Essa foi uma vitória do amigo Luciano Huck, mas ele não saiu ileso. Aprendeu também a ouvir o tipo de música que odiava. Adivinhem? Pagode. Ela sai sempre pra dançar e curte fazer algo insólito. Fotos diferentes e lugares exóticos a estimulam. Quer conhecer o mundo todo. Fuçar os cantinhos diferentes para ganhar novas experiências. Já apontou sua alça de mira para a Europa, mas está louca pra conhecer Salvador. Os soteropolitanos esperam ansiosos. O problema, segundo Taís, é que sempre que ela resolve viajar para lá alguma coisa acontece e ela desiste. "Acho que se eu conhecer Salvador, não vou mais querer sair de lá", diz ela. Mas que graça tem sair para tantos lugares sozinha? Vamos usar outra palavra. Amizade.
Aos amigos tudo, e principalmente sua companhia contagiante. Ela adora a Paula, com quem convive desde a infância, quando morou num condomínio no Méier, mas não desmerece as amizades que fez trabalhando na TV. Carol Dieckman, Fernadinha Rodrigues, Luciano Huck, a galera do "É o Tchan!", e dos "Os Morenos". É só uma questão de escolher as pessoas certas e cercar-se de quem gosta. Algo que lembra outra palavra muito importante, família.
Ela não só gosta muito do convívio com os pais e a irmã, como tem um sonho. Ter seus filhos, sua família. Taís não esconde que deseja muito ter vários filhos, "queria uns três ou quatro, mas aí vou ficar acabada e terei que chamar o Pitanguy para me consertar", brinca. Adora crianças "legais", faz questão de destacar. Quer casar, sim, mas ainda não encontrou aquele alguém todo especial. E não consegue definir um padrão de homem ideal.
Emoção, diversão, amizade e família. Ainda não é o suficiente. Dava para usar algo como pressa? Talvez. Ela nasceu de sete meses, começou no teatro aos 11, como modelo aos 13, chegou ao estrelato (es-tre-la-to mesmo) aos 18, mal chegou aos 19 e ainda tem muita coisa para fazer. Cheia de projetos, de sonhos, de idéias, só podemos querer que Taís esteja cada vez mais perto de nós. Surgindo em nossas casas com seu talento, sua garra e sua beleza. Está longe de ser um sacrifício, pelo contrário. Mas Taís só pode nos lembrar uma última palavra antes do fim deste texto: paraíso.
Uma morena de tirar o folego.
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Quem diria, a Taís não pensava em ser atriz. Fazer odontologia, cinema, mas... Atriz?
Era coisa de louco. E olha que quando surgiu na telinha não a elogiaram só pela beleza. "Uma nova atriz!" ou "Uma revelação!" eram as frases mais comuns.
Ela começou no teatro amador aos onze anos, de onda, com os amigos do condomínio onde mora. Enquanto os outros iam saindo, ela ficou, gostou da coisa. Participou de duas companhias teatrais, o "Grupo Procênio" e depois o "Os Bananas" e foi num intervalo, após uma temporada de uma peça, que Kátia D'Ângelo, uma amiga do diretor Régis Cardoso, avisou que a Manchete estava formando o elenco da novela Tocaia Grande.
Taís não pensou duas vezes. Foi lá e fez o teste. Leu o texto e foi chamada para voltar no dia seguinte. Ela voltou e congelou quando deu de cara com atrizes como Rosamaria Murtinho e Míriam Pires. Seu nervosismo aumentou quando Rosamaria elogiou sua performance e Taís quase explodiu quando Régis a chamou para conversar em seu escritório. Foi ainda em transe e assustada que recebeu a notícia da aprovação. Pronto. Ganhara um papel de destaque na novela.
Régis saiu e Walter Avancinni assumiu. Tocaia Grande seguia em frente e o próximo projeto era Xica da Silva. Embora a procura pela protagonista se arrastasse e o início das gravações se aproximasse perigosamente, a Xica da Silva ainda não tinha sido escolhida. Avancinni costumava dizer para Taís que se ela fosse dez anos mais velha seria a dona do papel. Ela levava tudo na brincadeira, nunca se imaginou a rainha do Brasil.
A sorte sorriu para nossa heroína na última semana de gravação de Tocaia. Taís recebeu um telefonema de Avancinni, convidando-a para asssumir o papel e Taís chamou-o de louco. Ele foi até Maricá, na pousada onde ficava o elenco de Tocaia Grande, queria que Taís fosse Xica da Silva. Enxergava algo mais. Sabia que a menina de apenas 17 anos na sua frente seria uma estrela.
Não deu outra. Taís, respirou fundo, aceitou o desafio e se jogou de corpo e alma. Como em tudo mais em que ela se envolve, o sucesso veio naturalmente. É o resultado do trabalho feito com muito amor, mas antes de tudo, com uma enorme dose de talento.