-Vocação Mariana:
Por nossa consagração, sem a qual não seríamos Congregados(as), somos chamados(as) especificamente a conhecer, amar e imitar a Virgem Santíssima. Esta deve impregnar todas as nossas atitudes e nossa vida de oração e, assim, tender à perfeição cristã. Esse é o sinal de Congregado(a).
-Vocação Cristã:
Congregação Mariana não é uma simples “reunião”. Não se “entra”, não se “freqüenta”, não se “vai simplesmente à Congregação Mariana.
Ser Congregado é uma vocação para um aperfeiçoamento cristão, pessoal e comunitário, tendo Maria por exemplo.
Vocação cristã à santificação pessoal e, em decorrência, à santificação do mundo.
Pelo Batismo fomos marcados com o sinal da Fé. Recebemos os meios de nossa santificação pessoal, partindo de uma Fé pessoal que se exercita na Esperança e opera na Caridade.
Fé adulta pela qual, conforme São Paulo, podemos dizer “não sou eu que vivo: é Cristo que vive em mim”.
O homem de fé não simplesmente sabe: ele crê e vive. Por isso mesmo, tem confiança absoluta em Deus. Cristo deu-nos Sua Palavra e nós colocamos nossa vida à disposição dessa Palavra: sabemos em que pusemos nossa confiança.
Tudo está em nossa adesão a Cristo; na Esperança e na Caridade, participarmos de usa ação redentora, no mundo, com os homens.
-Vocação Eclesial:
Embora a fé seja pessoal, ela se realiza em comunidade, num esforço mútuo entre os homens. Por isto mesmo, Cristo convocou todos os homens. Os que respondem ao apelo são seus discípulos, com os quais Cristo fundou a comunidade dos que têm fé e vivem no amor, para que possam ser seu Sinal através do tempo.
A ação redentora de Cristo continua através da história; sua Igreja é o sinal visível dessa salvação. Cristo ensinou aos homens e mulheres e lançou-lhes um apelo à verdade, à caridade, de adesão livre e incondicional ao Pai. Por isso, padeceu e foi sepultado, para ressuscitar dentre os mortos.
É este o fato histórico, real e ao mesmo tempo misterioso, que a comunidade dos que têm fé deve testemunhar.
Eis por que somo chamados a uma adesão responsável e incondicional a essa Igreja. Fazemos parte do Povo de Deus peregrino, a caminho do nosso destino final, a Parusia, cuja força está na Fé e nas Caridade.
-Vocação de Leigos:
Nessa Igreja, cada um de nós tem dons próprios, missão específica, para a qual foi escolhido. Somos o Corpo de Cristo e, da santidade das partes, depende a perfeição do todo.
Nossa vocação de leigos é realizar o Reino de Deus exercendo funções comuns junto aos demais homens e mulheres. Iluminar as coisas temporais, onde estamos, à moda de fermento, dando testemunho de Cristo, no meio da comunidade dos homens e mulheres: homem e mulher que estão ao nosso lado.
É exatamente porque estamos no mundo e porque, com Cristo, o transcendemos, que temos uma posição insubistituível para dar nova forma à mentalidade e aos costumes.
O importante para nós é Cristo e ao homem – esse “homem todo e todos os homens”.
Na verdade, o cristão é o único verdadeiramente livre – pela Fé, pela Esperança e pela Caridade – e o único que não deve ter medo de ser o sal da terra. Por isso, deve consagrar-se à renovação e à santificação da ordem temporal. Crer é comprometer-se, aqui e agora, com a salvação daquele que não está longe, o meu “próximo”; não deixá-lo morrer de fome, física e espiritualmente. Caminhar com ele, ensina-lhe como trabalha para comer, ou a trabalhar para ter o melhor nível de vida, anunciar-lhe que é verdadeiramente livre para buscar o exercício dos seus legítimos direitos, quando cumpre realmente seus deveres, pessoalmente e no seu ambiente social e profissional. Para saber o que é mais urgente e universal, trabalhando antes por suprimir as causas dos males sociais que se limitar a minorar-lhes simplesmente as conseqüências. Inspirado no Evangelho, estará pronto a confessar Cristo perante os homens, manifestando a todos a caridade com que Deus ama o mundo.
Nossa santidade deve promover um modo mais humano de viver. Não deve ser temerária nem preguiçosa; deve estar atenta, ver os fatos, ir além deles e procurar dar-lhes adequada solução, em Cristo, mais pela atitude cristã e mariana que pela palavra.
-Vocação Comunitária:
Para mais nos aperfeiçoarmos como testemunhas de Cristo, imitamos a Maria, por nossas palavras e ações no meio dos homens.
Assim nos preparamos melhor, para unir nossa vida à plenitude da fé cristã. Escolhemos meios próprios, adequados à nossa vocação pessoal e comunitária – uma espiritualidade que gira em torno de Cristo e nos dispõe totalmente a Ele, segundo o exemplo de Maria: “FAÇA-SE A TUA PALAVRA”; um sentido eclesial, pelo qual participamos da liturgia, colaboramos com os Pastores e compartilhamos de suas preocupações e trabalhos pelo crescimento comunitário, onde se manifesta, de maneira concreta, a entrega pessoal a Cristo, numa vida real de amor, na espiritualidade e ação.
Essa comunidade (Congregação Mariana) nos ajuda a viver, a cada dia, a cada momento, o mistério pascal, discernindo, pela permanente revisão de vida, sob a inspiração do Espírito Santo e obediência à Igreja, qual a ação apostólica mais eficaz, segundo os desejos de Cristo.