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Sim, gosto muito. Ate rabisco uns versinhos.
Gosto, mas nao sei escrever.
Ate gosto, mas nao sei a o que a maioria quer dizer.
Nao. Nao gosto. Mas respeito e admiro quem faz.
Nao gosto e nao suporto poetas. Principalmente estes que cruiam sites de poesias.

Meu querido pai escreveu esta oração quando eu nasci... Amo-a.



Órion... Nobre Orion!!!
Nesta noite, nasceu meu filho
E tu és, por infinita graça,
Glória, ou simplesmente desejo deste servo
Que roga ao Criador Supremo
A vossa assistência espiritual
Para esta semente de meu ser.
Filho... Meu filho!!!
Nesta noite, em que as estrelas brilham,
E brilham tanto mas, aquela brilha mais.
Oh! Que Deus lhe dê mais brilho, nobre Orion!
E obrigado, pela resposta ao meu pedido.
Meu filho!!! Eis teu nome:
Gabriel Martins de Souza
Honre-o...
Gabriel – Anunciador à Virgem,
Arcanjo dos três primeiros do Pai;
Sejais sempre meu filho,
Obediente e amoroso.
Filho... meu filho!!!
Do mais profundo do meu ser,
Eu te amo.
Meu primogênito – minha herdade.
Ouça sempre seus pais,
Honre o nome que teu pai lhe deu;
Perpetue vossa casa, na eternidade dos tempos.
Seja sensitivo nos ensinamentos,
Deste que teu pai invoca
Para ser guardião de vossos dias.
Oh! Nobre Orion!!!...
Vigiai para que eu próprio, porém
Não descuide jamais deste meu intento
E também honre este sacramento.
Filho... meu filho!!!
Quando fores homem feito,
Seja esta oração, selo de um juramento
Entre ti, teu pai, Orion e Deus;
Seja tua reflexão e nosso compromisso.
Obrigado meu Deus!!!...


M’Penda Kazembe - Assis, 15/01/86 (23:30hs)



Belissima, nao?



Não ha o que dizer sobre meu pai.


Apenas que o amo mais que tudo...


Entao, pai... Te Amo!!!!



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Criações literárias


Momentos... Breves momentos
O tempo é quase nada, quando ouvimos uma música,
Que nos trás recordações de breves momentos vividos...
Vividos com tal intensidade,
Que nos elevamos a seres extraterrenos.
Ah!... Sublimes momentos...
De uma vida que ainda está em desabrochamento.
Momentos inesquecíveis de uma história de amor,
Que só os poetas sentem ou,
Só os sentem os que têm plena sensibilidade no seu interior.
Momentos... Poucos momentos...
Vividos não só no passado, mas também no presente sentido;
Constantemente...
A vida nos presenteia com seus breves momentos de felicidade.
Breves...
Mas, com tempo ilimitado, onde você é o senhor, onde você é o tudo.
Portanto,... Viva!...
Viva cada segundo desses breves momentos!...
E você terá em suas recordações, não um fiasco de recordação;
Mas, uma epopéia de louvores e amores cultivados,
Para a alegria e consolação de sua velhice,
Que também tem seus breves momentos de felicidade.
*
*
*
A Vida e o Amor


A vida e amor são eternas filosofias.
Na realidade ela começa quando somos concebidos – depois, quando estamos na gestação do útero materno; e, quando enfim, colocamos nossa cabeça para fora ao nascer e, encaramos o mundo real e material.
Começa-se o mistério da vida...
Vida!... Vida que queiramos ou não, é nossa vida. É nesse sentido, nossa razão de ser, de vivê-la... Tão profundamente, como profundo é o seu mistério; e tão profundo quanto à semente (óvulo/espermatozóica) colocada no âmago do colo uterino. Porém, não tão profundo que não possamos tocá-la e, nem tão profundo que nos torne impossível amá-la.
É filosófico sim, também comparar o amor dentro deste sentido profundo. É tão comparativo... Tão real... Que jamais explicaremos realmente a origem do amor que sentimos ou, o desejo que temos por uma outra pessoa quanto o próprio mistério da vida, mas que estão intrinsecamente relacionados entre si. Pois que, constituem o sentido ou a razão de ser da vida conjunta, da vida a dois – ou, do compartilhar lado a lado uma vivência.
Ah, o amor!... Amor!... Maravilhosa aventura das epopéias homéricas, ou shakespeariana, ou ainda, dantesca, que muitos já sepultaram nas fugas da vida, da felicidade, dos conflitos, da paz...
Mistério e aventura se confundem nesta ordem também, porque o que é misterioso e desconhecido – é sempre divino e atraente e a aventura é uma atraente e divina experiência. O que aos hipócritas parece ser impossível – a nós amantes, nos é impulsionado numa aventura louca em sua realização, numa simplicidade infantil e num determinismo místico, que a estes assustam e empobrecem o espírito. Aos verdadeiros amantes não há o mistério e, aos fortes e destemidos (chamados aventureiros) não existe fronteiras ou coisas impossíveis de realização numa aventura.
A vida e o amor são fatos abstratos que acontecem concretamente em nossas vidas, assim como, o mistério e a aventura.
Pela vida, queremos sempre saber: o por quê? O para quê? O como?...
Droga!... Que tal, se em vez de tantas perguntas tolas, não olhamos para nós mesmos e vejamos a beleza que somos? Não nos importando se somos negros, brancos ou asiáticos, altos ou baixos, magros ou gordos, etc.; mas sim, que somos um ser animal/humano – porém divino.
No amor, queremos sempre saber: será que vai dar certo? Será que os outros aprovarão? Será que eu escolhi direito? Será que vai ser meu/minha mesmo?...
Tanto serás!...
Que tal, se em vez de tantos serás hipócritas, não lhe bastasse somente uma pergunta: a vida é minha? Ou simplesmente, bastasse uma afirmativa: Eu sinto amor e isto me basta.
O amor é toda uma explosão de sentimentos, em que não há uma ordem de sentido... Existe sim, somente vida. Você simplesmente o sente – maternal, paternal, fraternal, visual, sexual, platônico, espiritual, material, etc.
Devemos acreditar que, toda atratividade que se sentimos por outra pessoa, além de você mesmo – é amor. Não há, portanto, fronteiras nem limites para este sentimento, ou esta emoção de retorno à vida.
Porém, quando pomos fronteiras ou limite para esta vida ou este amor, neste momento, se inicia o linear da loucura, da solidão, da desesperança, da infelicidade, do abandono. Mascarando-se assim, para a hipócrita sociedade que nos cerca, tornando-os egoístas e cegos; pois que, se pretendem ser donos absolutos do próprio Universo.
Por que se ter medo ou dúvida da vida, se “deuses” de uma razão – que dizem ser universal? Por que então, por fronteiras ou limites quando dizem a plena voz, que são donos absolutos dessa verdade?
Na vida e no amor, não há verdades absolutas para o conhecimento humano, posto que são mistérios e aventuras (momentâneas ou eternas), que devem ser sentidos e/ou experimentadas na própria pele. Necessitando somente, de coragem e do desejo de querer; ou ainda, de uma vontade perseverante de se assumir para tal empreendimento. Tal qual uma criança ao nascer, que querendo sair ao mundo e, o canal uterino é estreito – necessitará fazer-se uma cesárea, senão ela perecerá; assim é o amor, que quando brotar em nossa alma e, se ele não se realizar, necessitará lutar – desprender-se de dogmas ou tabus mascarados para se completar como homem, como mulher... Porém, jamais se usar o processo do fórceps neste caso, porque o amor não se força ou se arranca de alguém. E, tal como neste parto difícil, que necessitou da ajuda médica para ser coroado de êxito o nascimento; nosso amor deve-lhe ser âncora, que lhe sustentará e apoiará nas suas decisões de vida.
Mas, voltando ao início desta afirmativa, pois para mim é real: em que sou vida, sou amor... Portanto, um eterno ser filosofando a realidade da vida, que a hipocrisia social teima em colocar fronteiras ou limites, entre máscaras de dogmas e tabus – para manter em seu seio os incrédulos e os fracos acorrentados em si mesmos.
Cegos aos mistérios e aleijados para a aventura, ficando presos a fantasias de uma vida, em suas hipócritas razões universais.
Venham comigo, libertem se na maravilhosa aventura do amor.
Venham comigo, descortinemos os mistérios da vida juntos.
Venham comigo, na descoberta de um mundo novo...
Que sou eu, que é você, ou que, sejamos simplesmente... nós dois, ou todos nós juntos...
O ontem!... Pouco importa – já passou.
O hoje!... Dependerá unicamente de nós, basta querer vivê-lo.
O amanhã!... Não sabemos... pertence ao Inominável; porém,... vamos descobri-lo juntos? É só você querer!... Lembra-se?...
Se, “querer é poder”, portanto!... Poder também é querer... E, você pode e quer! O meu amor é para você, sempre...
*
*
*
Um dia você aprende que...


Um dia você aprende que...
...Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma.
...Amar não significa apoiar-se e, que uma companhia nem sempre significa segurança.
...Beijos não são contratos e, que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas de cabeça erguida e, o olhar adiante, com a graça de uma criança e não com a tristeza de um adulto.
...Deve construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã tem o costume de cair em meio ao vão e, o futuro é incerto demais para os planos.
...Você se queima ao sol, mesmo sem ficar exposto a ele por muito tempo.
...Não importa o quanto você se importe com os outros, porque algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceitará que, não importa quão boa seja uma pessoa, ela poderá feri-lo de vez em quando e, você precisa perdoá-la por isso.
...Falar com alguém pode lhe aliviar dores emocionais e, aprender também que, não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não parará para que você o conserte.
...A confiança se leva anos para construir e apenas alguns segundos para a destruir e, que por isso, você pode fazer coisas num instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
...Verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias e, o que importa não é o que você tenha na vida, mas quem você tem na vida; que bons amigos são famílias que nos permitimos escolher e agregarmos.
...Não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam; percebendo que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa ou nada, porém sempre terão bons momentos juntos.
...As pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa; por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que a vejamos.
...As circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós, somos responsáveis por nós mesmos.
...Não se deve comparar-se com outros, mas com o melhor que possa ser. E que se leva muito tempo para se tornar à pessoa que quer ser e o tempo é curto.
...Não importa aonde chegou, mas sim onde está indo; porém, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve, porque o Universo é seu.
...Ou, você controla seus atos impulsivos ou eles te controlarão e, ainda, que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade; pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existirão dois lados.
...Heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as dificuldades e as conseqüências; pois há mais dos seus pais em você do que você supunha.
...A paciência requer muita prática e, descobre que algumas vezes as pessoas que você espera que lhe chutem, quando você cair possa ser uma das que lhe ajudam a levantar-se, basta você saber observar com os olhos do coração.
...A maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve na vida e, o que você aprendeu com elas do que, com quantos aniversários você celebrou ou celebrará; lembre-se que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
...Nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humildes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
...Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo; e, aprenda que com a mesma sinceridade com que julgar algo ou alguém, você poderá em algum momento ser condenado.
Portanto, plante seu jardim no curso da vida e, decore seu espírito com boas ações, ao invés de ficar esperando que alguém lhe traga flores para cheirar. E, que realmente você aprenda, que tua vida é fácil de suportar...
Que és realmente forte e que pode ir muito mais longe, mesmo depois de pensar, que não se pode ir mais além. E que, realmente a vida tem valor, quando você ver que tens valor diante da vida!
Lembre-se que as dádivas poderão ser traidoras se não formos vigilantes e, nos fazerem perder o bem que poderíamos conquistar, pelo medo de não tentar.
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Para você que se foi...


Nós éramos muito felizes juntos.
Você bacana, você sincera...
Nós fomos felizes e, isso graças a você.
Você construída pelo nascer sagrado, da vida, do amor...
Hoje posso lhe dizer que estou triste.
Hoje sim, tenho motivo; pois minhas alegrias se foram...
Mas te guardarei na lembrança, fazendo parte de minhas alegrias, aquelas que me proporcionastes e, te agradeço muito por toda essa felicidade.
E agora?... Nunca mais nós nos encontraremos, você partiu sem dizer nada e, me deixou... Você me deixou..., sozinho..., triste...
Fiquei nessa tristeza inesperada e o desespero tomou conta de todo o meu ser. O destino pregou uma peça sórdida conosco.
Engraçado, você adorava viver, curtir tudo que a vida tinha de belo ao meu lado. Você que tinha um pacto com a felicidade; pois nem mesmo depois desse adeus... Simplesmente um adeus sem palavras, sem explicar porquê, nem porquê – você deixou de sorrir, me dizendo em seu sorriso mortuário: “A vida continua...”.
Você sorrindo para o eterno, enquanto que eu choro na terra dos homens. Outros pensavam em ter você, porem eu já tinha você; nossas brincadeiras de esconde-esconde, piques, mãe da rua, entre outras, nós procurávamos os mesmos lugares, sem que soubessem o que sabíamos, mas era nosso segredo,que neste livro eternizo...
Sabe, nunca me esqueci de você, pois enquanto você estava viva havia sido um tempo maravilhoso; foram momentos de felicidade juvenil que jamais esquecerei.
Por isso, quero que o sol da felicidade e de paz brilhe eternamente para você...
M’Penda (Assis/SP – 1974 “Ednéia”)
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Despedida


Para uma pessoa especial
Eu entendo, não precisa explicar mais nada. Não é culpa sua, um dia ia acabar dando nisso; eu sempre soube e só entrei no jogo porque estava disposto a arriscar. Assim, enxugue essa lágrima e deixe de se machucar para tentar explicar o que nem sabe, arrume um sorriso e toque o barco para o porto que mais lhe parece seguro; você não prometeu nada, não me deve nada, não está cometendo nenhum crime.
Na verdade, era um final esperado, desde o início, quando você ensaiou um aceno e riu com seus dentes brancos, dentro de minha vida confusa; mas eu sempre soube, nunca disse nada pra não precipitar o inevitável, por medo. Isso mesmo, por um incrível medo de perder alguns minutos deste poema que você desenhou, com sua chegada. Mas nunca houve muitas ilusões, creia-me e, portanto, não há perigo de tombos muito grandes.
Estava tudo dentro do previsto e foi muito bom enquanto durou, não há que se pedir desculpas, por favor, entenda que eu só tenho que lhe ser grato.
E, vamos em frente, você com suas lanças e eu com as minhas e cada um guerreando os seus moinhos, seus monstros interiores. Talvez consigamos ganhar nossas batalhas e achar um jeito de seguir a vida. E no fundo, podermos carregar no coração a certeza de que vamos estar torcendo um pelo outro, de longe, porque nos respeitamos muito. Isso ajuda, não é?
M’Penda (Assis/SP – 1976)
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Espero-te


Para minha ex-noiva
Quero sentir-te novamente perto de mim, sentir-me teu senhor e, igualmente sentir que você é minha cara-metade perdida na trilha do Destino. Talvez por mim mesmo desviado, pois minha impaciência e estupidez não me deixam seguir até o fim, um trajeto e/ou um ponto de chegada pré-programado; ao contrário, me tira da meta planejada, para uma apenas conhecida superficialmente, a qual me arrasta a desilusões e desejos não realizados ou concretizados.
Mas há algo que me tranqüiliza, que é meu senso de autocrítica; que me faz retornar, ao ponto de partida e, com as experiências adquiridas, é que espero alcançar minha meta novamente. Uma coisa mais me consola e me enobrece a alma, é que quanto mais afastado que esteja de você, mais amoroso me torno. E, quando te encontrar, abraçar-te-ei até sentir-me extasiado pela felicidade alcançada; depois, me repousarei em seus braços, me sentindo um verdadeiro senhor, junto de minha senhora. Ouvindo o sussurro de seu coração em meu ouvido, envolvendo-me por inteiro.
M’Penda (Nov/78)
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Recordações


Hoje, sozinho, recordo-me da pequena e, ao mesmo tempo sem fim, felicidade que junto de ti conheci.
Pequena, porque tão pouco tempo durou; porém grande, porque ainda te amo. Sabe querida, em todos os lugares aonde vou, você está em meus pensamentos. Recordo-me de nossos longos passeios, de nossos beijos trocados...
Se for no trabalho, lembro-me de você; uma música ouvida é sempre “aquela”, que me faz sofrer mais ainda. Às vezes, chego a me perguntar o porquê que você quis acabar com algo tão bonito. E nosso banco, lembra? Estive lá várias vezes, na esperança de que você também sentindo saudades fosse lá; mas, o que encontrei foi a tristeza de não te ver.
Eu não consigo te esquecer, sabe? Já tentei..., mas foi tudo em vão. “Eu ainda te amo.” Por que, meu amor – por que não voltas? Eu estou a te esperar, seja o tempo que for, a hora que seja..., simplesmente... volte!!!...
M’Penda (1978)
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A vida não pensada


Sou fertilizado, sou germinado;
Nasço no mundo, mundo estranho.
Cresço livre, liberdade limitada;
Limitam-me as obrigações,
Obrigações, tornam-se deveres;
Deveres! Sou adulto,
Adulto! Responsabilidades;
Responsabilidades! Casamento,
Casamento! Significa fazer família;
Família! Nascimento de filhos,
Filhos!... Engraçado... Eles passarão por tudo isso...
Enquanto que, a gente envelhece;
Velhice!... Palavra chata...
Mas, os “velhos” que não a encaram assim,
Morrem...
Morrem sem saber como a vida é bela,
Sim bela; pois que se analisassem a existência,
É, a existência que tiveram,
Verão que ela não foi de desgraça,
Mas sim, de experiências e negação, abstinências, etc.
Mas, “morrem” descrentes da vida,
Que não souberam avaliar;
Morrem, descrentes de Deus
Pois esqueceram que Deus é vida,
É liberdade e é amor.
M’Penda (Assis/SP – 1980)
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Vida


Conceber
Nascer
Crescer
Viver
Dever
Trabalhar
Casar
Família
Velhice
Morrer
Ressuscitar...
Deus meu!...
M’Penda (Assis/SP – 1980)
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Não sei, não sei...


Papai, mamãe o concebem,
Nove meses depois nasce,
Começa uma nova etapa:
Quando neném – fofinho, belezinha...
Quando criança – é “levado”, menino esperto, benzinho...
Quando garoto – na escola é o mais inteligente...
Quando adolescente – estudante de futuro...
Quando namorado – marido ideal para “fulana”...
Quando chega ao casamento – homem perfeito...
Quando se torna pai – filhos, trabalho:- senhor de responsabilidades...
Quando a velhice chega – homem que lutou para conseguir um lugar ao Sol.
- Mas, será que existe???
- Sim, existe!
- Mas, será que ele lutou pelos direitos de seu próximo? Ou só para si?
- Será que amou seus irmãos, como diz amar a família por ele criada?
- Ou viveu a vida toda, seguindo as normas convencionais criadas pelo próprio homem?
- Viveu, ou germinou a vida toda?
- Não sei..., não sei...!
- Que tal pensarmos no assunto!!?...
M’Penda (São Paulo/SP – 1981)
*
*
*
O que é amar?...


Amar é sorrir por nada,
É ficar triste sem motivo.
É andar com a cabeça nas nuvens,
Murmurando palavras sem sentido;
É uma ternura imensa pelas flores,
Pelas crianças e pelos passarinhos.
É sentir-se só no meio da multidão,
Se a pessoa amada não estiver perto.
É vontade de se esconder,
De chorar por nada.
É ciúmes, sem sentido, sem motivos.
É desejo de um carinho,
É necessidade de um sorriso.
É o privilégio de sentir-se doente;
É um tesouro imenso,
E um medo enorme de perdê-lo.
É um silêncio que diz,
Mais do que um discurso inteiro:
Minha vida..., eu te amo!...
M’Penda (São Paulo/SP – 1981)
*
*
*
Reflexão de uma lembrança


Tenho uma esperança e, vou tentar descobrir onde achar você. Cavarei o céu, chegarei ao sol, despirei as estrelas e, contudo hei de encontrar você, no firmamento deste Universo sem fim.
A lua não se transformará em verde, por isso, não vai adiantar nada você olhar para mim e, fingir não me ver.
Você não quer explicações; e não precisa delas, eu sei!... E sabemos também que as culpas, não foram desculpadas e, as dores não cicatrizaram.
O encontro, marcado naquele dia, fim de uma tarde de sábado, naquele mesmo lugar, já virara uma rotina – você não acha?
Aquelas nossas certezas renovadas a cada encontro e, o tremendo receio de mais um rompimento estúpido de minha parte; os sonhos, as ilusões se acabaram, pela minha imbecil posição machista – fruto de uma aposta.
Porém, agora é hora de buscar novos caminhos, abrir janelas e portas; regar jardins imensos para poder enfeitar sorrisos e, muitos outros grandes sorrisos.
E, sua sombra refletida dentro de minha alma amargurada, irá virar um novo poema triste para se guardar na lembrança – aumentando minha melancolia perene. Tentarei ensaiar sorrisos, para o meu riso branco e, gargalhar calado lembrando seu hálito quente; sussurrando ao meu ouvido, me chamado de seu amor, em beijos dados e marcados em sua boca de cetim.
Eu vou agarrar a culpa de ser culpado e, quando você mostrar a chaga aberta das infâmias que proferi; pedirei desculpas pela ferida que ainda sangra de seu peito esquerdo e, mais por tudo o que houve e, principalmente, pela aventura que deixou de existir.
Amasse o meu rosto retrato de dentro de ti, que ainda está cheio de decepções de uma época se sonhos juvenis; que começava a germinar, ou mesmo, florescer dentro do jardim florido de nossa juventude.
Houve muitas ilusões, sonhos e alegrias de uma vida conjunta, porém muita angustia e desditas, que hoje, já não fazem sentido... Pois, é uma pena...! Márcia me perdoe! Eu não saber respeitar você!...
M’Penda (Assis/SP – 1981)
*
*
*
Despedida


Vai!...
Eu?...
Eu fico aqui mesmo,
Parado no tempo;
No estágio primeiro dos iniciadores,
Que se digladiam no prazer da batalha;
E no gozo do amor desenfreado...
Vai!...
Tem que ser assim mesmo...
Acompanhe a grande leva dos designados,
Ao segundo estágio do aumentativo e da seriedade,
Agora transformada.
Vai!...
Passe a esponja no passado,
Da realidade do nada, sem à volta permitida.
Vai!...
Vai e leve o meu adeus..., e a anti-negação
Que fui também dos sonhos teus...
Vai!...
M’Penda (São Paulo/SP – 1981)
*
*
*
Declaração a você

Amo a vida, as estrelas,
Ao Sol e a Lua, o Arco-íris,
O mar infinito.
Amo as cores, vales, montanhas,
Campos, praias e, também, os pássaros.
Amo o som, a inocência,
O silêncio.
Amo... e, amo muito...,
Você.
M’Penda
*
*
*
“No meio do caminho tinham pedras...”
(Carlos Drummond de Andrade)


Ao longo dos nossos caminhos houve muitas pedras.
Houve também muitas lágrimas e muitos sorrisos. Nós tínhamos sonhos e idéias diferentes. Convivemos com várias diversidades de ideais e conceitos filosóficos nestes anos de nossas vidas. Algumas vezes fomos eufóricos, radicais; muitas vezes até intransigentes – conosco e com os companheiros.
Tudo foi construtivo, continuamos e pretendemos alcançar um fim comum, uma marca perene e indelével: na semente do amanhã – com justiça, fraternidade e igualdade, política e social.
Mas, pedras ainda rolam em nossos caminhos; porém, devemos continuar a luta se pretendemos alcançar um fim comum. Querendo deixar uma marca ética, perene e indelével que seja a semente do amanhã, com justiça, com fraternidade, com igualdade social/política e, uma economia melhor distribuída e solidariamente aplicada.
Nem sempre as pedras no meio do caminho são obstáculos; conseqüentemente nem todos os obstáculos são formados por pedras removíveis. Infeliz aquele que, não saiba reutilizar as pedras que àquele momento lhe não seja propícia; pois que, a base de tudo que há na vida é formada por pequenas, médias e grandes pedras colocadas para sustento da estrutura de nossa personalidade.
Quando tudo lhe parecer perdido, lembre-se: no que já se viveu e no que se quer viver; pois a vida é feita de momentos. Tais que, esses sopram como vento e que, você somente perceberá depois que já tiverem passado...
Não lhe adianta correr atrás do que não se viveu; apenas viva o que não se prometeu. Pois, promessas não são verdades, são apenas ilusões que machucam corações frágeis e indefesos e, que se deixam levar pelos velejos, de um tempo perdido ou desperdiçado.
M’Penda
*
*
*
D’uma criança a seu pai


Ao papaizinho querido,
Que me trata com amor;
És meu melhor amigo,
Meu guia e protetor.
Neste Domingo de Agosto,
Com meu coração a cantar;
Saúdo meu papai querido,
Esteio de meu lar.
M’Penda
*
*
*
A vida continua...

Prá menina dos meus sonhos,
tenho um pouco prá falar;
só que ela veio e foi embora,
sem ao menos me explicar.
Me deixou em agonia,
e também me fez chorar;
no dia em que foi embora,
deixou um vazio em seu lugar.
E nos campos de Aruanda,
onde fui me consolar;
encontrei na solidão da vida,
um momento prá rezar.
Nas minhas preces mudas,
me pus de novo a sonhar;
arrancando a trigueira do peito,
dando paz ao meu pesar.
E nos campos de Humaitá,
retomei a minha lida;
com alegria de novo na vida,
agora com outra a me afagar.
M’Penda
*
*
*
Reflexão de um momento

Como é incrível o intelecto humano, que é capaz de fazer/inventar múltiplas invenções e, no entanto é, em segundo, também capaz de destruir coisas ou monumentos, em que foram necessários séculos para serem edificados ou aprimorados.
Entretanto faz mal, menor talvez, a simples irradiação de seu pensamento negativo, que atraem pecados que hoje não mais se traduz, como a COBIÇA, LUXÚRIA, GULA, PREGUIÇA, IRA, AVAREZA, ORGULHO; que constituíam a degradação humana dos valores morais e da virtude que predominavam e regiam o comportamento de nossos antepassados. E que, consolidavam a cultura e a educação de cada povo e de cada nação.
Se retornássemos aos princípios éticos e morais, que cada qual tem dentro de si, com certeza já não teríamos tanta miséria, fome, doenças epidêmicas, catástrofes ecológicas, degeneração sexual, mortandade infantil e materna, desemprego, etc.
Deveríamos não nos individualizar, mas sim lutarmos pelo coletivismo; ou seja, pelo sentido da palavra FAMÍLIA. Que é, todos nós, juntos, desde o tataraneto ao tataravô, com os vizinhos reunidos em clã doméstico. Como se pode viver sozinho, sem parentes, amigo, vizinhos, comunidade e, não cometer os PECADOS acima descritos? Compartilhar sua vida é viver Comunidade, é ser fraterno, é ser amigo, é ser vizinho, é ser parente, é ser família.
Somente com irmandade, construiremos um mundo melhor; edificaremos uma nova Comunidade – uma nova cidade, descobriremos um novo Homem, uma nova Mulher. E nosso intelecto de então, será voltado para a grandeza da natureza criadora do Universo.
M’Penda
*
*
*
Indignação de um momento

Nossa prática militante não é politizar ninguém, muito ao contrário, fazemos simplesmente um movimento de massa, é..., e somos um fiasco...; que outros nos usam e nem nos apercebemos de que, indiretamente, também somos nós massa de manobra de poucos.
Que sabem muito bem nos manipular e, ainda por cima nos fazer de seus guardiões ou cães de guarda, de sua pessoa ou de suas idéias; e que nos atrevemos a dizer que é do “grupo”, ou do “coletivo”.
Defensores tais que, o “capa” passa de carro sozinho, perto de você no ponto do ônibus ‘de duas horas de espera’, diz que vai buscar a mulher no clube e você com fome, cansado, esgotado ainda lhe dá tchau com sorriso, e comentando com o “companheiro” do lado que “cara porreta”. Lembrando de algo, grita-lhe que amanhã estará cedo no Gabinete ou no Escritório e, você lhe dá aquele “sorrisinho de tá bom!”.
Militonto, acorda! O mundo está evoluindo e você está parado no tempo, sendo “Mané”! Tua tarefa deve ser transformadora, reformuladora; e sendo você agente atuante, a transformação ou reformulação deve começar com você!
Com seu “sono utópico militonto”, já se trocou o “capa”, entrou outro no lugar e, você ainda está como um cachorro roendo o osso que lhe jogaram, agradecendo e rosnando a quem lhe levantar as mãos. Acorda!!!...
M’Penda
*
*
*
A você gata...

Tenho visto e, vivido muitos amores. Amores, mesmo – bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádivas. Mas que sempre se esbarram na dificuldade de se tornarem bonitos. Apenas isto: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção, despreocupados, despretensiosos. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras, que sabem o que é o canteiro do verdadeiro Amor.
Amores, alguns verdadeiros – eternos, que de repente se perceberam ameaçados apenas, e tão-somente, porque não saber serem bonitos. Pois que, omitiram serem amados e que amam, cobraram independência; exigiram liberdade; descuidaram do compartilhar; reclamaram do receber e esqueceram de se dar; deixaram de compreender; necessitaram mais do que ofereceram; precisaram mais do que atenderam; encheram-se de razões. Sim... de razões! E ter razão..., eis o maior perigo do verdadeiro Amor.
Embora a solidão tenha sido sempre uma amiga minha, não reclamo e nem a menosprezo, quiçá ela muitas vezes é boa conselheira; mas, estou deixando minha vida em suas mãos e isso não quer dizer que estou fraco ou que posso ser manipulado.
As pessoas dizem que sou louco, lunático e que estou cego arriscando tudo num olhar, que não posso ter certeza do que sinto; mas sou pele, e o resto o faz a minha sensibilidade e meu instinto.
Como você me “ligou” ainda é um mistério... que não quero desvendar, porque o sinto dentro de meu espírito.
Não consigo tirar você da minha cabeça, não me importa o que está escrito em sua história, contanto que você esteja aqui comigo, dentro de mim...
Não me importa quem você é, de onde você vem, o que você fez, contanto que você me deixe amá-la. Nunca se esqueça que só se atraem os opostos e, deste Caos criado é que a vida tem início; sempre foi assim desde o princípio dos tempos.
Cada coisa que você externa, diz e/ou faz “pensando com sua razão defensiva”, toca no fundo de meu coração, que não é racional – e nem quero que seja; pois que sou somente sensibilidade, sentimento.
Só lhe peço que não machuque quem somente quer amar você.
M’Penda (São Paulo/SP – Nov/1999)
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Ficarei com você...

Ficarei com você,
por muito mais tempo que você imagina.
Se não houver esperança,
Mesmo assim, ficarei pronto para a batalha;
Porque neste propósito, só não quero perder a guerra,
De nunca lutar pelo amor verdadeiro.
Você nunca sentiu amor igual ao meu,
Amor..., e não o que você tem na rua, ou nos encontros fortuitos;
E o meu amor não lhe oferece perigo.
Justamente por eu saber que nada é para sempre,
É que tenho amor suficiente para esperar essa crise passar.
Pois a dor da tua incerteza, e a angústia do teu medo,
Não são para sempre, porque serão vencidos pelo amor.
Ficarei com você,
Enquanto houver estrelas no céu, e águas no mar.
Mesmo que não haja mais paixão ou tesão – ainda assim, quero te amar.
Perdoe-me às críticas, a irritação e as vezes que te xinguei, te chamando de fraca.
São águas passadas que usei para te despertar...
Que agora não vão mais voltar, porque te tenho só para mim.
Torça por mim, para que eu mantenha minha armadura,
E sempre defenda esse nosso amor através dos tempos.
Eu te amo...
M’Penda – SP 17/01/2000
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Fazer o amor bonito

Tenho visto muitos amores.
Amores mesmo, bravios, gigantescos,
descomunais, profundos, sinceros,
cheios de entrega, doação e dádiva.
Mas que esbarram na dificuldade
de se tornar bonitos.
Apenas isto: bonitos,
belos ou embelezados,
tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte
e ternura de mãos jardineiras.
Amores verdadeiros, eternos,
de repente se percebem ameaçados,
apenas e tão somente,
porque não sabem ser bonitos;
cobram, exigem, descuidam, reclamam.
Deixam de compreender,
necessitam mais do que oferecem,
precisam mais do que atendem,
enchem-se de razões.
Sim, de razões...
E ter razão é o maior perigo do amor.
M’Penda
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Ainda...

Ainda que tudo pareça brincadeira,
eu estou falando sério.
Ainda que seja pouco tempo,
para dizer algo já foi tempo suficiente para que eu sentisse tudo.
Ainda que eu acorde tentando disfarçar,
vou dormir sabendo que fracassei.
Ainda que eu saiba que é impossível viver com alguém para sempre,
saiba que esse é o meu sonho.
Ainda que eu saiba que o destino da humanidade é morrer,
você é um dos motivos que me faz viver.
Ainda que um dia tudo não passe de um sonho,
e que eu te perca.
Não tenha esperança de te ter ao meu lado, se passará muito tempo;
e só então,... somente então,...
Você descobrira que seria importante estar ao meu lado também;
então, você pode me procurar,...
E você vai descobrir que eu AINDA TE AMO!!!!!
M’Penda
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Frases, rimas, cartas e poesias.

Dizem que o coração não sente o que os olhos não vêem; que para chorar é necessário ver. Mas, a mais pequenina dor, que diante de nós se produza ou gema – põe em nossa alma uma comiseração e, em nossa carne um arrepio; que não lhe causaria a mais pavorosa catástrofe se passadas longe, noutro tempo ou sob outros céus... M’Penda

Não quero ser homem, nem quero ser mulher – quero ser apenas um pensamento eterno a vibrar em benefício daqueles que ainda não sentiram sua essência interior, independentemente do corpo que ora ocupe.
M’Penda

Observe que você pode ajudar qualquer pessoa, só que jamais seja a outra pessoa. Tuas ações devem ser diferentes da pessoa que ajuda; na vigilância de nossos atos, também está na crítica a inércia de nossas práticas.
M’Penda

Lágrima: uma gota d’água que tem geralmente uma história para se contar.
M’Penda

Na sombra do adeus, há sempre um raio de luz..., a esperança. M’Penda

A amizade nasce não apenas de uma simpatia natural, ou de uma sintonia de corações, que de repente se encontram e se completam psicologicamente ou fisicamente; mas sim, de um diálogo motivado simplesmente pelo amor mútuo.
M’Penda

No dia em que você deixar de me amar,
O véu da morte cobrirá o meu rosto e,
Em minha sepultura nascerá um cravo
E nele estará escrito com lágrimas de sangue: - Não me deixe,... Eu te amo...
M’Penda